Esporte

Tímido, atacante da Seleção Firmino explica postura dentro de campo: “me transformo”

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vector-illustration-of-blue-soap-bubbles-on-white-background_112472321De chuteiras e dentro de campo, ele é enérgico, grita, vibra e passa longe da discrição. Ao apito do árbitro, se transforma. A voz some, o olhar ganha um ar desconfiado e o rosto fica ruborizado ao se deparar com microfones.

Assumidamente tímido, Firmino admite que fica irreconhecível quando está dentro das quatro linhas. “Sou muito tímido, mas isso nunca atrapalhou em campo, porque sou tímido aqui (na sala de imprensa). Não estou acostumado com coletiva, não gosto de dar entrevista, mas dentro de campo me transformo e viro outra pessoa”, explica.

Além de ter que enfrentar os holofotes do mundo inteiro, Firmino ainda precisou encarar um outro desafio quando foi chamado pelo técnico Dunga para vestir a camisa verde e amarela.

No Hoffenheim, onde atuou na última temporada, ele está habituado a jogar mais recuado, mas precisou mudar suas características e atuar como centroavante para se encaixar no estilo de jogo proposto pelo comandante da Seleção.

Camisa 11 com pinta de camisa 9, Firmino começou a Copa América na reserva de Diego Tardelli, mas inverteu a situação e conquistou o posto de titular na derrota por 1×0 contra a Colômbia.

Mantido no time, ele foi o autor do segundo gol do Brasil no triunfo por 2×1 diante da Venezuela, que garantiu à Seleção uma vaga nas quartas de final e, de quebra, fez com que ele se tornasse vice-artilheiro da equipe desde que Dunga assumiu o comando. Firmino tem quatro gols e só perde para Neymar, com nove.

A carreira de Firmino, no entanto, nem sempre foi fácil. “Sou natural de Maceió, Alagoas, venho de família humilde. Tive um começo difícil no CRB, onde fiquei até a categoria júnior. Depois fui para o Figueirense, joguei a Série B, não cheguei a jogar na primeira divisão e fui para a Alemanha”, lembra ele.

Firmino já cresceu na carreira, mas ainda sonha com algo mais. “Para mim, o cara foi o Ronaldinho Gaúcho. Sempre me inspirei nele. Foi e vai continuar sendo meu espelho”.

Até chegar no nível de Gaúcho, que é o desejo de Firmino, ele segue sob os olhares dos brasileiros. Aos 23 anos, o garoto sabe que a responsabilidade de representar a maior campeã mundial da história do futebol é uma responsabilidade grande, mas não se assusta com a pressão.

“Careca, Ronaldo, Romário, eles que foram fenômenos na Seleção. Apenas sigo trabalhando a cada dia que passa, fazendo meu trabalho, conquistando meu espaço aqui na equipe. Espero que dê tudo certo”, diz, tranquilo.

LIVERPOOL

Totalmente focado na Copa América, ele já se dedica para o próximo desafio no torneio. Sábado, o Brasil encara o Paraguai, às 18h30, pela quartas de final.

Mas é bom Firmino ir se acostumando com a exposição. Quando acabar a Copa América, o atleta deve se apresentar não no Hoffenheim e, sim, no Liverpool. A imprensa inglesa dá como certa a transferência do atacante para os Reds.

Ontem, a informação era de que os clubes já haviam, inclusive, acertado os valores da transferência, cerca de €40 milhões (quase R$ 140 milhões) por um contrato de cinco anos. Um preço que fala por si só sobre o jogador.


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