Remanso

UNIVASF,CHESF e Embrapa Semiárido distribuem cartilha sobre manejo apícola em Remanso e região

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Capa da cartilha de manejo apícola

“Boas Práticas de Manejo Apícola” é o título da cartilha que vai ser distribuída gratuitamente nos municípios baianos de Casa Nova, Sento Sé, Sobradinho, Pilão Arcado e Remanso. A meta é entregar pelo menos 1000 exemplares da publicação, produzida pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF) em parceria com o Projeto Lago de Sobradinho, que é coordenado pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (CHESF) e a Embrapa Semiárido. Os interessados também podem ter acesso ao trabalho no endereço: https://projetolagodesobradinho.blogspot.com.br/p/blog-page_28.html.

Os autores da publicação são as zootecnistas Eva Mônica Sarmento da Silva e Heidy Carvalho dos Santos, o estudante de graduação em Zootecnia da UNIVASF Emerson José Alves Matos e o coordenador do Projeto Lago de Sobradinho, Rebert Coelho Correia.

Na cartilha, o agricultor tem acesso às orientações que podem contribuir para a melhoria da produção do mel no Semiárido. Por exemplo: manter a disponibilidade de água limpa com distância máxima de até 500 metros do apiário. A zootecnista Eva Mônica Sarmento, professora da UNIVASF, explica que, em condições ideais, o tempo médio de vida das abelhas é de aproximadamente 45 dias. Se a fonte de água e de alimento (pólen e néctar) estiverem longe, esse tempo pode ser reduzido.

O conteúdo apresentado na cartilha é baseado em questões levantadas pelos pesquisadores com a contribuição dos apicultores que participaram dos cursos organizados pelo Projeto Lago de Sobradinho. O manejo mais adequado para o período de escassez das chuvas e também as técnicas para a criação racional das abelhas Apis mellifera, são alguns dos assuntos abordados na publicação.

Além do diálogo com os produtores, nos encontros realizados por meio do Projeto Lago de Sobradinho também foram entregues materiais de proteção e equipamentos que visam atender as principais demandas dos apicultores das cidades no entorno da barragem.

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A vegetação nativa é uma fonte de alimento para abelhas melíferas

“A apicultura ainda é considerada uma atividade secundária para a maioria dos produtores rurais dessa região”, destacou a zootecnista Eva Mônica. E a falta de prioridade na criação racional das abelhas melíferas, também compromete, segundo ela, a eficiência e aumento de qualidade na produção.

“A criação ainda é desenvolvida de forma extrativista por alguns criadores, que colocam os insetos em caixotes sem divisórias para se desenvolverem como se estivessem na natureza”, completou.

Outro problema apontado é a falta de cuidados durante o processo de retirada da cera e do mel das colônias. A extração inadequada, resultado da ação de espremer os favos com as mãos, é uma prática que destrói parte da colmeia e ainda contamina os produtos. O erro ocorre principalmente por conta do equívoco de acreditar que vender a cera é tão lucrativo quanto priorizar a venda do mel.

“A cera velha deveria ser reutilizada nas colônias para evitar que as abelhas precisem gastar mais energia, enquanto deveriam estar produzindo mel”, esclareceu Eva Mônica.

Na cartilha o apicultor encontrará sugestões de como fazer o manejo com segurança e evitar perdas: reaproveitar a cera, conhecer dicas de como manter a água disponível para as abelhas e quais são os tipos de alimentação artificial que podem ser fornecidas para as abelhas no período que houver poucos recursos na flora, além de outras orientações.

Boas Práticas de Manejo – A linguagem acessível e as ilustrações com fotografias e esquemas que exemplificam como colocar em prática o manejo racional, são as estratégias utilizadas para esclarecer dúvidas e contribuir com o auxílio às principais necessidades do apicultor. O objetivo é mostrar que a produção de mel pode ser uma fonte de renda promissora para grande parte dos produtores rurais da região do Lago. Além de gerar renda, a criação de abelhas também contribui para o meio ambiente por causa da importância destes seres na polinização das flores de espécies nativas e cultivadas.

Informações: Luna Layse e Marcelino Ribeiro

Da redação: [email protected] 


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